quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Desafios da última aula

Iniciei, minhas atividades como tutora no pólo Gravataí há uma semana, por isso ainda não havia participado de tantos debates com os demais tutores. Fiquei muito contente com a aula de ontem, pois ela propiciou diferentes momentos de formação além de ter sido desafiadora.

O primeiro desafio foi a tentativa de reescrita dos comentários dos tutores. Geralmente, ficamos habituados a criticar o que nos é mostrado, no entanto a proposta foi diferenciada ontem. Nós tinhamos que propor coletivamente o comentário "ideal" para três situações. Neste momento, esbarramos em questões de linguagem, ou seja, como escrever um comentário convidativo e questionador sem parecer autoritário ou apenas informativo.

O segundo desafio é o de ser mais autônoma na vida acadêmica. Fiquei muito identificada com a fala da professora Marie Jane, ela contou que muitas vezes os alunos não valorizam os textos que encontram para leitura, não se acham capazes de guiarem os estudos e de montarem grupos para discussão. Acredito que a reflexão que fiz a partir desse discurso permitirá que tome as rédeas de minha formação e comece a me articular mais com o grupo de tutores, pois assim poderemos construir e compartilhar conhecimento sem depender sempre de alguém que nos proponha ou crie estratégias didáticas para isso.
Um abraço a todos,

ATÉ A PRÓXIMA!!!!!



quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Comentário sobre o filme "Doze homens e uma sentença"


A partir das argumentações e questionamentos do jurado (Davis) todas as evidências que existiam sobre o homícidio foram colocadas em "julgamento". A cena inicial da sala dos jurados mostra 11 dos 12 homens querendo se livrar de uma vez da discussão e reflexão sobre o assassinato. Eles preferem votar sem refletir e sem se envolverem com a história, ou seja, não existia um estranhamento perante o fato narrado no tribunal.

Quando terminei de ver o filme fiquei pensando que lugar eu ocuparia na sala dos jurados, será que eu contestaria a versão da promotoria? Será que eu me conformaria e pensaria que aquele rapaz era \"mais um\" morador de cortiço e que por esse fato deve ter cometido o crime (como disse um jurado), será que eu estaria louca pra ir embora, afinal aquele era UM de muitos julgamentos (como disse outro jurado) ou será que eu contestaria o que havia sido dito e tentaria repensar a situação e duvidar das evidências apresentadas (como fez o jurado inicialmente)? Ao terminar de ver o filme, pude transpor várias situações do filme para o cotidiano da escola. Quando vemos aquele jurado que argumenta que o rapaz pode ser inocente percebemos que ele está sozinho inicialmente. Ele inicia a luta sozinho e faz com os outros reflitam sobre os fatos. Aos poucos ele vai ganhando credibilidade porque ele tem argumentos e também porque ele exemplifica o que ocorreu de forma prática. Neste momento, ele começa a reverter o quadro e cada vez mais cativa aliados à sua causa.

Acredito que nas escolas vivenciamos situações parecidas com essa. Muitas vezes não basta termos idéias novas, é necessário termos argumentos para sustenta-las e elaborar um plano de ação prático que exemplifique o que será feito, pois assim as pessoas terão idéia do que estamos planejando e poderão, a partir daí, pensar que uma proposta diferente também pode ser interessante e coerente.