quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Comentário sobre o filme "Doze homens e uma sentença"


A partir das argumentações e questionamentos do jurado (Davis) todas as evidências que existiam sobre o homícidio foram colocadas em "julgamento". A cena inicial da sala dos jurados mostra 11 dos 12 homens querendo se livrar de uma vez da discussão e reflexão sobre o assassinato. Eles preferem votar sem refletir e sem se envolverem com a história, ou seja, não existia um estranhamento perante o fato narrado no tribunal.

Quando terminei de ver o filme fiquei pensando que lugar eu ocuparia na sala dos jurados, será que eu contestaria a versão da promotoria? Será que eu me conformaria e pensaria que aquele rapaz era \"mais um\" morador de cortiço e que por esse fato deve ter cometido o crime (como disse um jurado), será que eu estaria louca pra ir embora, afinal aquele era UM de muitos julgamentos (como disse outro jurado) ou será que eu contestaria o que havia sido dito e tentaria repensar a situação e duvidar das evidências apresentadas (como fez o jurado inicialmente)? Ao terminar de ver o filme, pude transpor várias situações do filme para o cotidiano da escola. Quando vemos aquele jurado que argumenta que o rapaz pode ser inocente percebemos que ele está sozinho inicialmente. Ele inicia a luta sozinho e faz com os outros reflitam sobre os fatos. Aos poucos ele vai ganhando credibilidade porque ele tem argumentos e também porque ele exemplifica o que ocorreu de forma prática. Neste momento, ele começa a reverter o quadro e cada vez mais cativa aliados à sua causa.

Acredito que nas escolas vivenciamos situações parecidas com essa. Muitas vezes não basta termos idéias novas, é necessário termos argumentos para sustenta-las e elaborar um plano de ação prático que exemplifique o que será feito, pois assim as pessoas terão idéia do que estamos planejando e poderão, a partir daí, pensar que uma proposta diferente também pode ser interessante e coerente.

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